🔗 Cultura organizacional é como um bonsai

Você já viu um bonsai, certo?

Para que ele cresça e adquira a forma desejada é necessário – como qualquer planta -  água, fertilizante, sol. Mas quem cultiva bonsais sabe que o que realmente dá forma à árvore é a poda.

E isso vale também para a cultura de uma empresa.

Existem três coisas que constroem uma cultura forte.

Primeiro: nutrir.

O bonsai precisa de nutrição para se desenvolver, assim como a organização.

Nutrir significa reconhecer bons comportamentos, desenvolver pessoas, comunicar expectativas, dar recursos e criar oportunidades para que aquilo que a empresa valoriza possa crescer.

Segundo: direcionar.

Para adquirir a forma desejada, os galhos do bonsai muitas vezes são amarrados, direcionando o seu crescimento.

Na organização, não basta dizer "esse é o nosso valor". É preciso mostrar o que esse valor significa no dia a dia. Quais comportamentos representam colaboração? Que atitudes representam proatividade? O que significa agir com protagonismo? Cultura precisa de exemplos concretos.

E terceiro: podar.

A poda correta do bonsai elimina o que compromete a forma desejada.

Toda empresa diz o que valoriza. Poucas têm coragem de agir sobre aquilo que não aceitam.

Aquele líder que desrespeita pessoas porque entrega resultado. A fofoca que ninguém confronta. O atraso que sempre é relevado. O comportamento tóxico que vai sendo tolerado.

Toda vez que a empresa deixa isso passar, ela está fazendo uma poda ao contrário: está cortando a credibilidade da própria cultura.

Porque as pessoas aprendem muito mais com o que a organização tolera do que com o que ela escreve na parede.

Um bonsai bonito não existe apenas porque foi bem cuidado. Ele existe porque, ao longo do tempo, alguém teve coragem de fazer os cortes certos.

E talvez essa seja a pergunta que deveríamos fazer:

O que, na nossa cultura, precisa continuar sendo nutrido... e o que já passou da hora de ser podado?