- Elos Fortes por Sheila Sampaio
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- 🔗 Tem estúpidos se destacando - e a culpa é sua
🔗 Tem estúpidos se destacando - e a culpa é sua

Quem se comunica bem se destaca.
Quem se comunica bem em público se destaca ainda mais.
E quem não se comunica — mesmo sendo competente, preparado e experiente — costuma ficar invisível.
Essa é uma verdade incômoda do mundo do trabalho. E ignorá-la não a torna menos real.
Em reuniões, apresentações, fóruns estratégicos, eventos internos ou externos, nem sempre quem sabe mais é quem avança. Avança quem consegue colocar suas ideias no mundo. Enquanto isso, bons profissionais se calam. E pessoas medianas — ou claramente despreparadas — ocupam espaço, ganham visibilidade e crescem.
O mito do “meu trabalho fala por mim” Existe uma crença confortável (e perigosa) de que basta trabalhar bem para ser reconhecido. De que competência técnica é suficiente. Não é. O trabalho só “fala por você” quando alguém o apresenta, explica, defende ou contextualiza. Caso contrário, ele fica restrito ao seu computador, ao seu time ou à sua cabeça. Organizações são ambientes sociais. E ambientes sociais funcionam por percepção, narrativa e presença — gostemos disso ou não.
O silêncio também comunica (e quase nunca joga a seu favor) Quando você não se posiciona em uma reunião, não compartilha uma ideia ou evita apresentar um ponto de vista, algo é comunicado. Normalmente, o silêncio é interpretado como:
falta de preparo
insegurança
desinteresse
ou ausência de visão.
Talvez nada disso seja verdade. Mas é assim que costuma ser percebido. E percepção, no mundo corporativo, pesa. Falar em público: o medo que trava carreiras Aqui entra um ponto crucial: muitos profissionais não se calam por falta de ideias, mas por medo de falar em público. Medo de apresentar, de conduzir uma reunião, de expor uma opinião para um grupo maior, de errar diante dos outros. E isso não aparece só em palcos ou auditórios. Aparece em:
reuniões com mais pessoas
apresentações para lideranças
defesas de projetos,
cursos e treinamentos,
encontros com clientes,
fóruns estratégicos.
Falar em público, no mundo corporativo, não é exceção. É rotina. Quando esse medo não é trabalhado, ele limita a carreira. Não porque a pessoa não é boa, mas porque ninguém vê o que ela sabe.
Por que gente boa se cala? Os motivos são muitos, e a maioria bem compreensíveis:
medo de errar ou parecer menos inteligente
perfeccionismo (“quando estiver impecável, eu falo”)
introversão mal interpretada como incapacidade de se expressar
experiências passadas de exposição negativa
crença de que se posicionar é “se autopromover”.
Enquanto isso, alguém menos preparado está falando. E, ao falar, está sendo lembrado. Comunicação não é talento. É responsabilidade profissional. Talvez essa seja a parte mais dura de aceitar: o espaço que você não ocupa não fica vazio. Ele é ocupado por alguém nem sempre mais competente. Então, sim, tem estúpidos se destacando.
Mas não apenas porque eles falam. E sim porque muita gente boa, preparada e capaz escolheu ficar em silêncio. E essa parte, gostemos ou não, é responsabilidade nossa.
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